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DOCENTE DA FAV DEFENDE TESE DE DOUTORADO NO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM OFTALMOLOGIA E CIÊNCIAS VISUAIS

Tese da doutoranda Thayze Martins estudou a evolução das alterações estruturais oculares

em crianças com a síndrome congênita do vírus Zika ao longo de oito anos


A docente Drª. Thayze Martins, professora afiliada do Departamento de Retina da Fundação Altino Ventura (FAV), defendeu nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, sua tese de doutorado, com o tema “Sequelas Oculares a Longo Prazo em Crianças com a Síndrome Congênita do Zika Vírus no Brasil”. A defesa constituiu a etapa final do programa acadêmico de doutorado da Pós-graduação oferecida pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em parceria com a FAV, um Dinter Interinstitucional.


O evento foi realizado no auditório da FAV no Recife, e transmitido online, permitindo a participação presencial e virtual de um público seleto. Prestigiaram esse momento de dedicação, conhecimento e conquista, a Presidência da FAV, membros da Diretoria, membros das Coordenações de Ensino e Pesquisa, docentes e discentes da FAV, professores da banca de examinadores da tese, doutorandas do Curso de Dinter, outros profissionais de saúde e de áreas afins, além de familiares e amigos da Drª. Thayze Martins. 

A defesa foi precedida por uma cerimônia de abertura dirigida pela Profª. Drª. Camila Ventura, Coordenadora do Departamento de Investigação Científica da FAV, a qual cumprimentou as autoridades da mesa, participantes presenciais e virtuais.

Mencionou “o sentimento de orgulho e alegria que marcam a cerimônia, em que o doutorado de Drª. Thayze Martins representa: uma grande vitória, não só para ela, mas para à UNIFESP, à FAV, e a todos os envolvidos nas pesquisas, assim também para familiares da doutoranda”.

A seguir, o Presidente da FAV, Prof. Dr. Marcelo Ventura, realizou a abertura oficial da cerimônia, mencionando que esse Curso faz parte de um grande projeto que dissemina a educação superior na nossa região e fomenta a pesquisa científica.

“O Dinter ofertado pela UNIFESP em parceria com a FAV vem preencher essa lacuna científica, e minimiza as diferenças regionais. Amplia o quadro de profissionais que podem se qualificar, através do acesso a formação stricto sensu. Estou muito feliz em poder participar desse grande momento acadêmico da vida de Thayze Martins, que brinda a comunidade científica com grandes avanços do conhecimento na área de estudo da sua tese, a síndrome congênita do vírus Zika” completou.

A tese, fruto de cinco anos de pesquisas, realizadas em crianças afetadas pelo vírus Zika com alterações visuais, juntamente com um grupo de pesquisadores da FAV, foi desenvolvida sob orientação da Dra. Cristina Muccioli, Professora Associada e Livre Docente do Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da UNIFESP e coorientação da Drª. Camila Ventura, Professora Associada do Departamento de Retina da FAV.


A banca examinadora contou ainda com a participação da Drª. Márcia Tartarella, Professora do Departamento de Oftalmologia do Instituto Suel Abujamra; Drª. Andrea Zin, Professora do Departamento de Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira; Drª. Luciana Finamor, Chefe do Setor de Doenças Inflamatórias e Infecciosas da UNIFESP; Drª. Nilva Moraes, Professora do Departamento e Disciplina de Oftalmologia da UNIFESP.


As professoras suplentes foram a Drª. Beatriz Takahashi, Professora do Departamento de Oftalmologia da UNIFESP e a Drª. Ana Petrilli, Professora do Departamento de Oftalmologia da Universidade de Mogi das Cruzes - SP. A defesa ocorreu com avaliação rigorosa dos trabalhos realizados pela Drª. Thayze Martins, a qual, na ocasião, demonstrou a qualidade do seu trabalho acadêmico, que exigiu habilidades avançadas em pesquisa, em escrita, em análise crítica e em comunicação acadêmica. 



Na apresentação da obra, Drª. Thayze elencou que a pesquisa foi realizada por meio de um estudo de coorte prospectivo, acompanhando crianças com diagnóstico confirmado da síndrome. O objetivo do estudo foi avaliar as alterações retinianas e o crescimento ocular, correlacionando os achados com variáveis perinatais e pós-natais. Foram realizados exames oftalmológicos completos em todas as crianças estudadas. Além disso, os exames de retinografia (documentação fotográfica digital) do fundo de olho, utilizando o equipamento de RetCam (retinógrafo portátil) e a ultrassonografia ocular foram realizadas no exame inicial (baseline), com um 1 ano e com 8 anos (longo prazo).


Os estudos analisaram vários parâmetros para avaliar a evolução das lesões e achados oculares a longo prazo nas crianças. Dentre as quais, foram estudadas a idade gestacional, o peso ao nascer, o perímetro cefálico, a escavação do nervo óptico (papila), a presença de lesões atróficas na área macular, o comprimento do olho (axial). A tese foi aprovada por unanimidade pelos professores da banca, e preenchem uma importante lacuna à ciência.

A Profª. Drª. Cristina Muccioli, orientadora da tese, ressaltou que nesta ocasião, “A Drª. Thayze, bem como sua coorientadora, Drª. Camila Ventura e a FAV merecem os parabéns pela realização dessa pesquisa tão importante e que pode significar muito para os profissionais de saúde e os pacientes. Esse estudo foi difícil, trabalhoso, entretanto, foi desenvolvido com muito rigor cientifico, ética, garra, dedicação e profissionalismo pela pós-graduanda. Vale a pena ressaltar que eu aprendi muito com esse trabalho: tanto pelo lado científico quanto pelo lado humanístico. Portanto, só me resta parabenizar a todos e agradecer a oportunidade”, congratulou.
“Temos um imenso orgulho do crescimento científico da Drª. Thayze Martins. A sua trajetória é um exemplo de dedicação e excelência, demonstrando que, com determinação e perseverança, é possível transformar sonhos em realidade. Seu trabalho enriquece a ciência e inspira futuras gerações de pesquisadores”, expressou a Profª. Drª. Camila Ventura, coorientadora da tese.

Segundo a Analista de Pesquisa Científica do Departamento de Investigação Científica da FAV, Profª. Drª. Taciana Higino, o surto do Vírus Zika trouxe grandes desafios, especialmente para as crianças nascidas em 2015, e os pesquisadores da FAV foram pioneiros na identificação dos danos oculares causados pelo Vírus.

“A Drª. Thayze, integrante dessa equipe, sempre buscou aprimorar o conhecimento para melhorar o tratamento dessas crianças. Sua pesquisa avaliou a evolução das alterações retinianas ao longo de oito anos, revelando o agravamento das atrofias maculares e dos danos ao disco óptico. Esses achados reforçam a necessidade do acompanhamento oftalmológico contínuo. Mentorar a Drª. Thayze foi uma experiência enriquecedora, pois ela demonstrou dedicação, ética e compromisso com a ciência. Parabenizo-a pelo excelente trabalho, cujas contribuições são fundamentais para compreender os impactos oculares da infecção pelo Zika Vírus e estimular novas pesquisas nessa área tão relevante”, atestou a Drª.

De acordo com a nova Doutora, a sensação ao concluir esta etapa é grande, pois ela buscou uma linha de pesquisa sobre o Vírus Zika, desenvolvida pela FAV desde 2015, e seu estudo dá continuidade a esse trabalho.

“Agradeço, antes de tudo, às famílias de crianças com Zika pela oportunidade de fazer parte de suas vidas, à FAV e à UNIFESP pela possibilidade de realizar este doutorado. Principalmente, agradeço às minhas orientadoras, Profª. Drª. Cristina Muccioli, da UNIFESP, e Profª. Drª. Camila Ventura, da FAV, que foram essenciais nessa jornada, guiando-me para a tão esperada conquista deste título”.
“Agradeço ao Departamento de Investigação Científica da FAV, em nome da Profª. Drª. Taciana Higino, por iluminar meus caminhos na pesquisa. Sou grata também à minha equipe de pesquisa, composta por Dr. Antônio Cassiano, Drª. Nathália Teixeira, Dr. Lucas Suassuna e Drª. Itamara Aragão, que me auxiliaram ao longo desse processo”, disse.

Confira as fotos:


EXPEDIENTE

Editor-Chefe: Phelipe Cavalcante

Redação: Weriston Rodrigues

Fotografia: Cristiana Dias

Diagramação: Ana Silva

Colaboração: Ismael Santos


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